O café como companheiro no jornalismo e na literatura

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O hábito começou em casa, por influência de uma antiga empregada da família, Dona Izaltina. Mas se consolidou anos depois, quando já formado em Jornalismo, ele passou por redações e assessorias. Intercalado com o cigarro, o café virou seu grande companheiro, elixir inspirador na produção de diferentes textos. Assim começou a paixão do jornalista gaúcho Flávio Dutra por café. Ele consome de 5 a 6 xícaras por turno e só evita tomar café à noite, para não ter insônia.

Com mais de 40 anos dedicados ao Jornalismo, passagens pela Zero Hora, Folha da Tarde, Difusora, Coojornal, Rádio Gaúcha, Rádio Guaíba, RBS TV e TVE, além de várias assessorias de comunicação do Executivo e Legislativo, Flávio sempre teve uma cafeteira por perto.

Seu método preferido é o filtrado, popularmente conhecido como café passado. Mas também aprecia um espresso ou carioca, no ambiente das cafeterias. Até seu barbeiro de mais de 20 anos já sabe: o Flávio não apara a barba sem um bom café.

Segundo ele, o café é mais do que uma bebida. “É um ritual de passagem, faz a pessoa se sentir mais acolhida. Dá até para desconfiar de quem não gosta de café”, diz.

Aposentado, Flávio se autodenomina um “escritor tardio”. Há dez anos, quando parou de fumar, começou o blog http://www.viadutras.blogspot.com

Da internet, para as páginas dos livros, foi um caminho natural. Hoje, em sua breve e consistente carreira literária, já acumula três livros solo, um dueto e três coletâneas, todos pela Farol 3 Editores. O mais recente se chama “Quando eu fiz 69”, que traz 69 crônicas selecionadas pelo autor. Na capa do livro, a imagem de algumas de suas paixões – o microfone do rádio, a bola de futebol, a caneta, o celular e uma xícara de café.

Cada vez mais, o Flávio escritor se consolida com um tipo muito particular de texto, bem humorado e ácido, “com preciosos cortes de realidade encantada”, como define o jornalista e escritor Gustavo Machado.

Foi nesta fase literária que o hábito de tomar café adquiriu importância maior na vida de Flávio. “Depois que larguei o cigarro, passei a valorizar ainda mais o café. Afinal, não podemos abrir mão de todos os prazeres”, brinca o jovem escritor. Para ele, o café ajuda a energizar e também serve para aquela pausa estratégica.

Pai e avô coruja, Flávio também acha tempo para colaborar na gestão de uma rede de geriatrias, ao lado da filha e do genro. “Os cuidados com os idosos abrem grandes perspectivas”, acredita. Perspectivas que certamente ainda vão incluir muitas xícaras de café e boa prosa para brindar seus leitores e amigos.