Novidades no mercado brasileiro de cápsulas

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O mercado brasileiro de café em cápsulas cresceu muito rapidamente nos últimos anos. As cápsulas de café, que entraram no Brasil a partir de 2006, ganharam espaço por sua praticidade, qualidade e variedade. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), atualmente, de 2 a 2,5% do mercado no Brasil está no segmento das cápsulas, um volume que corresponde entre 500 mil e 600 mil sacas por ano.

O crescimento foi tanto que a Nespresso, líder do setor, investiu R$ 220 milhões em uma fábrica instalada na cidade de Montes Claros, em Minas Gerais, a primeira fora da Europa com tecnologia para a fabricação de cápsulas, inaugurada em 2015.

No entanto, em 2018, houve um recuo deste mercado. De acordo com um estudo da consultoria Nielsen, especializada em análises de consumo, chamado de Painel de Lares, 4,4% dos consumidores brasileiros (mais de 2,3 milhões de pessoas) têm uma cafeteira de café em cápsula em casa, porém apenas um pouco mais da metade desses lares compraram cápsulas de café nos últimos 12 meses, o que revela cerca de 1 milhão de domicílios com máquinas sem uso. A hipótese mais provável deste recuo no consumo é a crise econômica e o custo destas cápsulas, mais caras que o café filtrado, mas o consumidor também tem levado em consideração a questão ambiental, ou seja, o destino final do resíduo das cápsulas.

O ano de 2019 começa com algumas novidades para retomar o interesse do consumidor neste segmento. Em fevereiro, a Nestlé anunciou um acordo global com a Starbucks para desenvolver 24 tipos diferentes de cápsulas, compatíveis com as máquinas Nespresso e Nescafé Dolce Gusto. A executiva da Nespresso, Patrícia Bula, afirmou: “Vamos combinar a qualidade Nestlé com a expertise Starbucks”.

Crowd Coffee – clube de benefícios de café

Uma novidade no setor de cápsulas que chegou ao Brasil recentemente é o Crowd Coffee, negócio vinculado ao grupo italiano Vitha Group, que atua há mais de 27 anos no mercado europeu. É um negócio em formato de “Clube de Benefícios de Café”, com diferenciais e vantagens para os participantes, chamados Crowders.

Mediante uma taxa inicial, o Crowder recebe uma máquina de café para uso em comodato, 120 cápsulas dos sabores clássicos da empresa e se torna membro do clube. Também tem acesso a um aplicativo e um cartão de benefícios, além de descontos nas recompras de cápsulas. Como um clube, pode indicar outras pessoas para tornarem-se membros, acumulando crédito para usar em produtos ou revertendo o valor financeiramente, como renda extra.

A marca já tem presença forte no Nordeste e Santa Catarina e busca expansão em nível nacional. Segundo o ítalo-lusitano Nuno Pimenta, representante na região sul, as máquinas Crowd Coffee são importadas, com todos os componentes fabricados na Itália. Diferentes tipos de grãos são usados, provenientes de várias regiões cafeeiras, inclusive do Brasil. O blend e o encapsulamento dos cafés a vácuo são feitos em fábrica própria, localizada em L´aquila, na Itália.

Outra preocupação da Crowd Coffee tem sido a questão ambiental. As cápsulas hoje já são feitas sem alumínio (100% plástico) o que as torna mais biodegradáveis, mas a empresa estuda novas formas de reciclagem, gerando vantagens para seus crowders.