Gente movida a café – xícaras para estimular a negociação

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Professor de Negociação e Estratégia, o engenheiro Dorval Mallmann vive na ponte aérea, por conta de seus cursos na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em suas viagens a trabalho ou lazer, aprendeu a consumir bons cafés de diferentes locais do mundo.

“Estava em um seminário em Nova York e um dos palestrantes avaliava a diferença entre o negociador americano e o europeu. Ele falou que o americano sofre da Instant Coffee syndrome. Faz um café instantâneo e pronto. O Europeu não. They grin the grain, brew the coffee, smell the flavour and only then they sip the coffee. Ai comecei a preparar meu café sempre em máquina de pressão e com grãos selecionados”, comenta.

Mallmann prefere os grãos Bourbon Amarelo e Vermelho e nos últimos tempos tem consumido principalmente os cafés da Chapada Diamantina. Quando está em viagem, não perde a oportunidade de conhecer um café especial, como nas férias deste ano, na Grécia, com esposa e netas. “Saboreamos um exótico café aquecido na areia, no mercado de Tsiri, em Atenas”, explica.

Em suas aulas, Mallmann também usa o café como conteúdo para tratar de temas relativos a negociação e estratégia. Em uma de suas apostilas, propõe um exercício de comparação e análise, a partir de dados dos cafés do Brasil e Panamá. Os alunos analisam os dois cenários e, ao final da dinâmica, propõem uma solução comercial para uma beneficiadora e exportadora de cafés. “Sou fanático por café”, conclui.