Criador da Terça Expressa é colunista do Café Combustível

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O advogado e funcionário público gaúcho Rodrigo Kirsch é um coffee lover muito especial. Mais do que apreciar a bebida ele virou um pesquisador e barista doméstico. Criou também a Terça Expressa, evento que reúne curiosos em saber mais sobre o café, também conhecidos como coffee geeks. Nesta entrevista, Rodrigo revela como surgiu seu interesse pelo café e quais são seus projetos futuros. Rodrigo será colunista mensal do Café Combustível, sempre com dicas e curiosidades cafeinadas. A coluna se chama Coffee Geek.

Café Combustível – Como surgiu o interesse pelo café?

Rodrigo Kirsch – Meu interesse por café começou em junho de 2012, quando ganhei da minha esposa uma máquina de café espresso doméstica, uma Gaggia Dose. Antes disso, não sabia nada sobre café, nem tinha uma relação especial com a bebida. A chegada da máquina de espresso despertou um interesse muito grande em sobre o café, principalmente quanto ao preparo. A rigor, precisamos apenas de água e café pra preparar a bebida, mas a forma como juntamos esses dois ingredientes é tão cheia de nuances que apenas isso já é um universo de possibilidades.

CC – Como foi sua qualificação nesta área?

RK – Sou autodidata. Não fiz nenhum curso formal. Então todo o meu conhecimento veio inicialmente da internet (por meio de fóruns como Home Barista, CoffeeGeek e o ClubedoCafé) e depois complementado com publicações especializadas, além do contato com a comunidade de café, desde amadores até profissionais. Além disso, consulto mídias especializadas em café, busco sempre informações disponibilizadas pelas empresas ligadas ao café e também em redes sociais como o Instagram, onde as tendências costumam a aparecer primeiro.

CC – Quantos cafés você consome em média por dia?

RK – Não são tantos assim. Começo o dia com um filtrado ou um cappuccino, durante o dia tomo café da cafeteira elétrica convencional no trabalho (mas café bom, moído na hora) e, no início da noite, geralmente mais uma xícara de filtrado. Aos finais de semana, costumo preparar alguns espressos.

CC – Qual seu método favorito?

RK – Gosto de filtrados em geral, em especial Hario V60, e espresso.

CC – Como surgiu a ideia da Terça Expressa? Conte um pouco a história deste projeto.

RK – Entre 2013 e 2014, tornei-me moderador do fórum Clube do Café. Essa interação com os coffeegeeks foi muito bacana e me permitiu conhecer pessoas do Brasil todo (de fora também) que eu não conhecia. Mas café é sobretudo uma experiência sensorial e, com o tempo, surgiu a necessidade de  materializar essa troca de experiência. O primeiro encontro foi incentivado pelo Gert, da Baden Cafés, grande parceiro, que cedeu espaço na sua cafeteria para os primeiros encontros. O objetivo inicial era um encontro para troca de ideias e informações avançadas, mas com o tempo o público passou a ser heterogêneo – desde gente que estava tendo as primeiras experiências com café e queria dicas básicas até baristas profissionais. A partir dessa realidade, tive de fazer um encontro que atendesse a essa realidade. A solução encontrada foi a realização de uma espécie de oficina. Na Terça Expressa, sempre apresento um conceito básico ligado a alguma etapa da cadeia do café, com foco especialmente no preparo e, em um segundo momento, proponho alguma experiência sensorial que de aplicação da parte teórica. O objetivo não é especificamente o ensino, mas semear a curiosidade nas pessoas. A grande troca de informações se dá pela interação entre os presentes.

CC- Quais são os temas que você pretende abordar na coluna mensal Coffee Geek, do site Café Combustível?

RK –  Os temas serão próximos da proposta do Terça Expressa: trazer novidades e dicas relacionadas ao preparo de café que o leitor possa agregar aos seus próprios rituais de consumo da bebida. E, quem sabe, instigar aqueles que ainda não preparam seu próprio café a perder o medo e colocar a mão na massa. Tenho uma expectativa muito positiva com a coluna, e espero poder conhecer alguns leitores pessoalmente em uma futura Terça Expressa.