Coffee Pop: espaço para relacionar o café e a cultura pop

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Maria Tereza Jorgens Bertoldi, ou Tetê, como é conhecida, é jornalista e pós-doutora em Comunicação. Atua como professora universitária, torce para o Sport Club Internacional de Porto Alegre e é fã incondicional do Beatles. Sobre os Beatles, aliás, defendeu tese de doutorado tendo como tema a comunicação visual dos Beatles como sedução no imaginário social e cultural, a ser publicada em livro em breve.
Apaixonada por temas que envolvem cultura e arte pop, música e literatura, essa gaúcha de Santana do Livramento que reside há mais de vinte anos em Porto Alegre, explica sobre a proposta da nova coluna Coffee Pop, do Café Combustível.

CC – Como começou seu interesse pela Cultura Pop?
MT – Desde que comecei a ouvir Beatles e outros grupos de rock dos anos sessenta e a influência que tiveram de cantores e compositores dos anos cinquenta. Mas não foi só a música nos diferentes gêneros. Quando criança costumava comprar muitos gibis e assistir filmes e séries água com açúcar do Elvis Presley, entre outros. Até hoje adoro Disney, Turma da Mônica, os desenhos animados do Batmann & Robin, os Três Patetas, Daniel Boone, El Gran Chaparral, Bonanza, Os Waltons e por aí vai. Também assisto novelas e minisséries antigas. Sou consumidora voraz, ainda, de discos de vinil. Tenho conta no Mercado Livre e alguns sebos virtuais.

CC – Que conexão você vê entre o café e a Cultura Pop?
MT – Toda. Há uma ligação muito forte entre ambos. Pelo menos do meu ponto de vista. Quando entro numa loja de discos, por exemplo, ou estou vasculhando produtos numa livraria, acabo por sentar num canto qualquer e pedir um expresso, sem açúcar. A combinação é perfeita. Tudo flui. É um encantamento só. Café é o companheiro ideal para saborear um ótimo livro, filme, jornal, música pop: Beatles, Creedence, Jovem Guarda, MPB, Pato Donald, Agatha Christie, Chico Bento (risos).

CC – Na sua opinião, o café pode ser um combustível da arte e da cultura?
MT – Sem dúvida. Assistir a um espetáculo, uma ópera, teatro, enfim, pedem uma boa taça de café. O café está enraizado na cultura como um todo. Tal como a cultura do vinho. Na Europa, como aqui no Brasil, é comum ver as pessoas sentadas em pubs consumindo café e suas iguarias. O café atrai, seja pelo sabor, seja para agregar amigos, clientes. O café é um combustível agregador. E ao contrário do que possa parecer, o pretinho é um aliado fiel nas horas alegres e nos momentos nem tão felizes. Grandes artistas produziram as mais belas obras de artes consumindo café. O pintor paranaense Dirceu Veiga, é um exemplo típico. Outro grande apreciador é o escritor francês Honoré Balzac, tanto que escreveu um ensaio chamado Os Prazeres e as Dores do Café. Poderia citar muitos artistas que utilizam o café para as suas inspirações.

CC – Quantos cafés você toma por dia? Qual seu preferido?
MT – Em média de quatro a cinco. Prefiro expresso, com leite e cappuccino cremoso.

CC – Que temas você pretende abordar na nova coluna Coffee Pop?
MT – Gosto de assuntos variados que incluam Cultura Pop: literatura, música, filmes, histórias em quadrinhos. Mas não pretendo me ater somente à Cultura Pop, até porque o universo das artes é vasto e maravilhoso.