Café no cinema: a bebida como parte do enredo

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Conversar sobre cinema sempre rende muitos cafés… e quando o assunto for Café e Cinema? Essa é uma combinação perfeita (talvez até melhor do que cinema com pipoca).

O ritual do café pode acontecer antes do filme, durante ou depois da sessão. Muita gente prefere depois do filme, para debater o roteiro, detalhes de cenas, atuação dos protagonistas, etc.

Mas o café também pode estar dentro do filme. Isso mesmo. Inserido na trama, como cenário ou como uma conexão entre momentos importantes do filme. O crítico de cinema Paulo Daisson Casa Nova, secretário geral do Clube de Cinema de Porto Alegre, acredita nisso. Amante da sétima arte e de bons cafés, Paulo afirma que “a própria bebida ou uma cafeteria podem ser bons coadjuvantes no enredo e um artifício do roteirista para uma pequena pausa na trama, como são na vida real”.

Paulo participou do projeto de Lives Hora do Café, que está acontecendo todas as semanas, neste período de isolamento social, no grupo do Café Combustível, no Facebook. Em sua participação, o crítico lembrou de vários filmes importantes da história do cinema, que tiveram o café como elemento ou pano de fundo. E forneceu uma lista “exclusiva” de sugestões para o Café Combustível, que você pode conferir abaixo.

O crítico também fez algumas previsões sobre o futuro do cinema pós-pandemia. “Espero que tenhamos roteiros mais criativos, em função dos orçamentos mais modestos que a crise global vai impor”, comenta.

Sobre as salas de cinema, Paulo acredita que as grandes redes deverão trazer novidades para garantir a receita, que hoje vem principalmente da bombonière. “As salas de cinema dos shoppings são lojas que vendem pipoca e refrigerante e dão direito a ver um filme. Talvez até comecem a incrementar mais a venda do café, com essas mudanças de comportamento”, comenta.

E as salas pequenas, de filmes de arte? Essas terão de encontrar alternativas e se reinventar, valorizando a experiência, acredita o crítico, que é economista e administrador por formação.  Ele também aponta como tendência a volta de um tipo de exibição muito comum há algumas décadas: o cine drive-in.

Acesse aqui o papo sobre Café e Cinema na íntegra e faça parte do nosso grupo no Face.

Dicas do Casa Nova: filmes cafeinados

Se você é cinéfilo e coffee lover, não pode perder essas dicas:

Café com canela (2017 ‧ Drama ‧ 1h 42m)

Após perder o filho, Margarida vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próximas, até Violeta bater na sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante para ela na juventude.

Café 14 (2016 ‧ Drama ‧ 1h 50m)

Três histórias, passadas em três lugares do mundo, ligadas por um elemento simbólico. Na Bélgica, a loja do iraquiano Hamed é saqueada e seu precioso pote de café é roubado. Na Itália, um sommelier apaixonado se envolve em um assalto a uma fábrica de café. Na China, um jovem gerente é convidado a cuidar de uma fábrica que corre o risco de poluir um vale em Yunnan.

Café com Amor (2011 ‧ Drama ‧ 1h 42m)

Claire trabalha em um charmoso café. Com palavras de sabedoria, ela ajuda e conforta diferentes tipos de clientes com seus conselhos sobre questões pessoais. Porém, um grande acontecimento está prestes a mudar a vida de todos os frequentadores deste aconchegante lugar.

Coffee and Cigarettes (2003 ‧ Independente/Coletivo ‧ 1h 36m)

Conjunto de onze curtas com diferentes personagens que têm em comum o hábito de tomar café e fumar cigarros. Eles discutem os mais variados assuntos, tais como picolé com cafeína e a forma correta de se preparar um chá tipicamente inglês

Bagdad Café (1987 ‧ Comédia/Comédia dramática ‧ 1h 35m)

Uma turista alemã nos EUA briga com o marido e sai sem rumo pelo deserto do Arizona até chegar ao posto Bagdad Cafe, onde é recebida de forma seca pela dona, que acaba de expulsar seu marido. As duas mulheres aprendem a conviver. Data de lançamento: 12 de novembro de 1987 (Alemanha)

Onde Tudo Acontece (2006 ‧ Comédia/Independente ‧ 1h 32m)

Em um café de Londres, a gerente Rachel demite o namorado infiel, Charlie, o cozinheiro, bem antes do movimento da hora do almoço. Sua vaga fica para o garçom, Tom, completamente sem qualificação para a função. Enquanto isso, clientes lidam com corações partidos, encontros ruins e ciúmes — sem falar da mãe maluca de uma das garçonetes. Rachel tenta escapar do caos trabalhando em um restaurante mais sofisticado que, infelizmente, escolheu exatamente aquele dia para observar suas ações.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001‧ Comédia romântica ‧ 2h 9m)

Amélie é uma jovem do interior que se muda para Paris e logo começa a trabalhar em um café. Num belo dia, ela encontra uma caixinha dentro de seu apartamento e decide procurar o dono. A partir daí, sua perspectiva de vida muda radicalmente.

Coffee Town (2013 ‧ Humor  – 1h 28m)

O primeiro longa-metragem do CollegeHumor, foi lançado em 9 de julho de 2013 em plataformas digitais e em alguns compromissos teatrais, até a estreia do festival em 27 de julho de 2013 no Just For Laughs, em Montreal.

Documentários

Suspended Coffee (2017 ‧ Documentário ‧ 1h6m) – conta a história do Café Suspenso, prática solidária de pagar o café do próximo cliente e com isso formar uma corrente do bem.

The Coffee Man (2016 ‧ Documentário ‧ 1h 25m) –  narra o extraordinário mundo do café, entendendo como funcionam as competições internacionais