Café como tema de romance

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Antonio Aruanda com seu livro

É sempre muito bom quando recebemos um presente fora de alguma data festiva. E, principalmente, quando a pessoa que nos dá o presente, lembra da gente por algum motivo especial e, neste caso, o motivo é a nossa paixão por café.

Minha colega jornalista Maria Tereza Bertoldi me surpreendeu nessa semana com um livro chamado Café, do escritor baiano Antônio Aruanda.

O livro é um romance que tem o café como inspiração, delicioso de ler.

Capa em amarelo com xícara de café
Capa do livro Café

Contatei o autor pelas redes sociais e ele foi muito atencioso, mandou mais dois exemplares da obra para sortearmos na Confraria do Café Combustível e ainda gravou um vídeo lindo, que você pode conferir nas nossas redes sociais

E, para completar, pedi à amiga Tetê uma resenha do livro, pois ela já leu o livro (eu ainda estou no início, mas pretendo terminá-lo em breve). Fica a dica para nossos leitores coffee lovers.

Por que escrever sobre Café

Por Maria Tereza Bertoldi*

Há muitas histórias pitorescas sobre café. Às vezes, algumas delas viram belas narrativas contadas por quem se delicia com o aroma e o sabor da bebida e dela faz um hábito constante, como um ato ritualístico a ser cultuado diariamente. Este é o caso de Antônio Aruanda, um escritor baiano apaixonado por café. Em Café, livro publicado originalmente pela Editora Chiado Books, em 2018, o autor, que é formado em Letras e atua como Terapeuta Holístico, apresenta para o leitor um universo mágico e misterioso acerca do café, cujo poder do pó misturado em água fervente e ligeiramente coado pulsa em cada canto do imaginário popular.

Trata-se da história de Dona Carolina, senhora sábia e amorosa que vive às margens do Rio Paraguaçu, na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. É lá que ela costuma receber em sua morada amigos para uma boa conversa regada a várias xícaras de café. Como bem nota o autor, a protagonista, além de preparar e servir um delicioso café e compreender a vida cotidiana e o ser humano, é Cafeomante, termo atribuído a Dona Carolina por ter o dom de ler borras de café e prever o futuro e o destino daqueles que ali chegam trazendo seus problemas e anseios. São histórias marcadas por sentimentos diversos, conflitos familiares, relações homoafetivas. Todos vão à procura de um norte e dizem ver na cafeína o encanto e a solução ideal para curar algum mal que por ventura possam ter.

Mas, o que levou o jovem autor baiano a escrever uma bela história sobre café? Como ele mesmo diz, o café é o combustível que acorda e auxilia a aguentar o dia a dia quando a carga está pesada. É o companheiro perfeito quando está sozinho. Além do mais, essa bebida agrega, traz alegrias, ideias inovadoras, sonhos, projetos, indignações e infortúnios. Para Antônio Aruanda, o sabor e o perfume de um bom café, tal como a dança da fumaça que emerge dele quentinho, o transportam para realidades paralelas, aguçam a sua inspiração, clareiam seus pensamentos e o ajudam a lidar com seus sentimentos.

Vale a pena conferir!

*Maria Tereza Bertoldi é jornalista, doutora em Comunicação e diretora da Marcatexto. Também é nossa colunista sobre Cultura Pop e Café