Café à moda da casa: dicas do chef

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Este é o momento ideal para experimentar novos métodos de preparo de café em casa. Por isso, o chef Elzio Callefi, da Tramontina, traz algumas dicas importantes para fazer o melhor uso dos equipamentos.

O primeiro passo é escolher escolher os grãos. Grãos de café frescos e de boa qualidade são essenciais para um bom resultado. Se for possível, prefira os cafés em grãos, para moer em casa. “Uma dica é adquirir este tipo de produto de cafeterias ou lojas especializadas. Prefira também comprar pacotes com no máximo 250g para consumir de forma mais rápida e evitar perda de aroma ou ressecamento dos grãos”, sugere Callefi.

Chef Elzio Caleffi na Cozinha Experimental Tramontina. Foto: Eneida Serrano

Caso opte por comprar grãos em supermercado, verifique a data da embalagem do produto. “O ideal é que não ultrapasse 45 dias a partir da data que foi embalado”, acrescenta. Fazer parte de clubes de café pela internet também é uma boa pedida e pode ser uma excelente experiência para receber vários tipos de grãos em casa.

Depois disso, é preciso escolher o equipamento para preparar a bebida. Existem várias opções, e a melhor será sempre aquela que melhor se alinha ao seu gosto. Confira:

Coador ou filtro

Muito utilizado na cultura brasileira, o processo é super simples: colocar o pó de café no coador, de papel ou pano, e despejar água quente – não fervente. A bebida será filtrada diretamente para dentro de um bule. Para facilitar, o aquecimento da água pode ser feito por meio de uma chaleira elétrica – mais rápida e precisa em termos de temperatura – ou chaleira tradicional, que aquece na boca do fogão. Esse método é rápido e resulta em uma bebida um pouco menos encorpada. A proporção sugerida fica em torno de 50 gramas para cada 500 ml de água. Ideal é priorizar o filtro descartável de papel ao tradicional coador de pano. Isso porque é impossível a completa higienização do pano, além de ser necessário o cuidado com o tipo de pano e por quantas vezes ele será utilizado.

Café passado é uma pedida prática para o uso doméstico e pode ser servido na térmica inox Tramontina

Preparo por pressão na cafeteira italiana

O método utiliza o vapor de água para o preparo e o resultado é um café de gosto acentuado, encorpado e aroma que invade a casa. A cafeteira italiana foi pioneira entre as máquinas de café. Como o nome já diz, surgiu na Itália de uma adaptação de um bule e ainda hoje é uma das formas preferidas de se fazer café em casas na Europa. O processo é também simples: na parte de baixo da cafeteira, coloca-se água e, no funil que ficará logo acima, o café. Depois disso, o corpo é rosqueado com o recipiente de baixo, e a cafeteira é colocada no fogo. Quando a água ferver, passará pelo pó e o que sobe já é o café pronto. A proporção sugerida é de 30 gramas para seis xícaras de café. O grão ideal para este método é o de grau médio para grosso, pois o pó fino impede a passagem da água. E como dica: preste atenção na hora que a água estiver subindo: quando começar a subir, é hora de retirar a cafeteira do fogo.

Preparo com pressão manual, com prensa francesa

Esse é o método que não utiliza energia elétrica, nem filtro de papel. Feita de vidro e metal, e um filtro que é uma malha metálica mais espaçada que os demais, a cafeteira permite um preparo de bebida bem encorpada e mais aromática. O método consistem em colocar o pó no fundo da jarra de vidro, misturar com água quente e deixar descansar por alguns minutos. Depois, é só empurrar o êmbolo para que o café seja filtrado. A proporção sugerida é de 40 gramas para 500 ml de água. Esse tempo de descanso da mistura antes de empurrar é importante para qualificar a extração. 

Cafeteira francesa da Tramontina também tem design moderno

Preparo de espresso, em cafeteira elétrica

Para quem busca um café bem encorpado, cremoso e que permite a apreciação de todas as suas nuances, a dica é usar as máquinas para café expresso manuais. Esses equipamentos permitem o preparo do café expresso perfeito, além dos diversos tipos tradicionais como: Capuccino, Café latte, Latte machiatto e o famoso Ristretto, tão apreciado pelos italianos. Tudo isso é possível devido a liberdade que a máquina proporciona ao usuário para escolher de forma manual a quantidade de café, pressão da máquina e vaporização do leite. “Isso faz toda diferença na qualidade final da bebida. Dependendo do modelo, a máquina dispõe de moedor acoplado ao produto e conta com 16 espessuras de moagem”, comenta Elzio. A água vai em outro recipiente e permite o controle ajustável de temperatura entre 94 e 96 graus. “Máquinas manuais são uma excelente opção, pois proporcionam ao usuário uma experiência de barista em casa” finaliza o chef.

Máquina de espresso Tramontina fica perfeita na cozinha
ou em algum recanto do café em casa ou no escritório